Tag Archive for Cinema Brasileiro

Walter Hugo Khouri, o cineasta do vazio existencial

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Walter Hugo Khouri e Odete Lara

Khouri posa ao lado de Odete Lara durante as filmagens de Noite Vazia l Foto: Acervo

Ao longo de 26 filmes, Walter Hugo Khouri demonstrou ser um cineasta de firmes convicções, que nunca abdicou de construir um universo próprio, habitado por personagens cheios de angústias, dúvidas e uma grande sensação de vazio.
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Rossana Ghessa, a bela e talentosa musa do cinema brasileiro

Rossana Ghessa em Bebel, Garota Propaganda

Bebel, Garota Propaganda foi um dos mais preciosos e importantes filmes da atriz l Fotograma

Linda, charmosa e muito talentosa, Rossana Ghessa transitou com o mesmo afinco e desenvoltura tanto por filmes épicos e dramas urbanos, como por comédias mais leves e também eróticas, se tornando musa e mito do cinema nacional.

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O cinema popular e inventivo de Cláudio Cunha

Cláudio Cunha

O realizador paulistano ficou famoso em todo o país como o Analista de Bagé l Foto: Arquivo.

De O Clube das Infiéis a Oh! Rebuceteio, vamos dar um passeio pelo cinema de Cláudio Francisco Cunha (1946-2015), diretor, produtor, ator e roteirista brasileiro, que deixou uma filmografia das mais interessantes do núcleo conhecido como Boca do Lixo.

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Da Bolívia ao Brasil: a história de dois irmãos cineastas

Monique Lafond e José Rady

José Rady dirigiu Monique Lafond na comédia Mulher de Proveta l Foto: Cinemateca Brasileira

José Rady e Hugo Cuéllar Urizar iniciaram a carreira de cineastas na Bolívia, onde nasceram. De lá, partiram para São Paulo, onde chegaram a rodar na Boca antes de se dedicarem a outras atividades. Nesta entrevista com Hugo, o realizador relembra essas experiências.

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Um olhar sobre a pornochanchada: o que foi e por que fez tanto sucesso?

Violência na Carne

Violência na Carne reuniu atrizes como Helena Ramos l Foto: Cinemateca Brasileira

Todo mundo já ouviu falar da pornochanchada, mas muitas vezes ela é confundida com qualquer filme feito na Boca ou ainda qualquer longa realizado no Brasil nos anos 70. Nada mais falso. A pornochanchada foi um gênero específico. E muito bem-sucedido.

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Luiza Maranhão: a musa negra do cinema brasileiro faz 75 anos

Luiza Maranhão

Luiza em cena de A Grande Feira, ao lado de Antonio Pitanga l Foto: Arquivo

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Acredito que não poderia haver uma ocasião melhor para retomar este site do que celebrando o 75° aniversário de uma das grandes atrizes da história do cinema brasileiro. Afinal, além de bonita e muito talentosa, Luiza Maranhão esteve presente em alguns dos maiores clássicos das nossas telas.

Porto-alegrense, mas intimamente ligada ao cinema baiano, Luiza nasceu em 20 de setembro de 1940, e começou no rádio, ainda na adolescência, na capital gaúcha. Dali pulou para a TV e o teatro, antes de ser convidada a co-protagonizar os filmes Barravento e A Grande Feira, ambos rodados na Bahia.

Barravento marcou a estreia de Glauber Rocha (1939-1981), considerado um dos maiores cineastas brasileiros de todos os tempos. Porém, inseguro na montagem, o diretor baiano estreou o filme apenas em maio de 1962 (as filmagens ocorreram em 1959). Essa demora evitou que Luiza passasse para a história como protagonista da primeira cena de nu frontal do cinema nacional, honra que coube a Norma Bengell, já que Os Cafajestes, de Ruy Guerra, foi lançado dois meses antes, em março daquele ano.

Porém a beleza e talento de Luiza não passariam desapercebidos nesse grande clássico, muito menos em A Grande Feira (1961), um filme um tanto desconhecido, mas absolutamente imprescindível, do genial Roberto Pires (1934-2001). Nele, Luiza interpreta uma das personagens femininas mais fortes e interessantes do cinema brasileiro. Sob direção de Roberto Farias, rodou ainda O Assalto ao Trem Pagador, uma joia cinematográfica em que teve participação mais discreta, ainda que valiosa.

Em seguida, Luiza atuou em dois longas de Cacá Diegues, Ganga Zumba (1964) e A Grande Cidade (1966), nos quais contracenou com Antonio Pitanga, a exemplo do que já havia ocorrido em A Grande Feira e Barravento. A parceria dos dois em cena foi com certeza uma das mais deliciosas do cinema brasileiro, tamanho o talento e a afinidade entre ambos.

Outros longas daquela que chegou a ser conhecida como a “Sophia Loren afro-brasileira” (um curioso detalhe é que a italiana nasceu exatamente um ano antes, também num 20 de setembro) foram Garota de Ipanema (1967), Boi de Prata (1973) e Chico Rei (1985). Sua trajetória cinematográfica com certeza poderia ter sido maior, mas a ditadura que se instalou no Brasil nos anos 60 a afastou do país e de uma carreira que, embora relativamente breve, foi brilhante.

No site Caderno de Cinema, é possível ler uma maravilhosa matéria da jornalista Maria do Rosário Caetano sobre esta fascinante atriz, incluindo declarações de Luiza — que mora há muitos anos em Roma — e de gente que conviveu com ela. Cartazes e fotos como a histórica capa da revista O Cruzeiro ao lado de Helena Ignez também estão lá. Imperdível.